22/05/2017

Às segundas o trabalho não para

Às segundas o Museu Nacional de Arqueologia está fechado ao público, mas o trabalho continua.
Estagiárias do Serviço de Conservação e Restauro intervêm numa laje de sepultura que estará patente na próxima exposição "Loulé: Memórias, Territórios e Identidade".





Visitas guiadas em línguas estrangeiras

Na Noite dos Museus, o Museu Nacional de Arqueologia ofereceu visitas guiadas em línguas estrangeiras (castelhano, francês, inglês e mandarim).
Nas fotos, algumas imagens dessa atividade.













Ateliê "O Amuleto do Coração"

Dia Internacional dos Museus

18 de maio

O Amuleto do Coração
























Dia Internacional dos Museus e Noite Europeia dos Museus

O Museu Nacional de Arqueologia festejou a semana passada o Dia Internacional dos Museus, no dia 18, e a Noite Europeia dos Museus, no dia 20, com visitas guiadas, visitas guiadas em línguas estrangeiras (castelhano, francês, inglês e mandarim), ateliês e outras atividades, conforme o programa divulgado. 

Nas imagens, as visitas guiadas do dia 18.

















Aumento de número de visitantes no MNA

A DGPC divulgou esta semana, por ocasião do Dia Internacional dos Museus e da Noite Europeias dos Museus, os números dos visitantes dos MPM’s relativos ao primeiro trimestre de 2017.

Considerando que os OCS nem sempre detalham toda a informação sobre o MNA, gostava de vos transmitir o seguinte:

O MNA registou de 1 de Janeiro a 31 de Março 38.301 visitantes (31.490 em 2016). Este número representa um aumento de 21,6% relativamente ao mesmo período do ano anterior.

A título comparativo, o aumento de visitantes no Mosteiro dos Jerónimos neste período foi de 13,6%, em linha com o aumento médio total nos Museus Nacionais neste período que foi de 13,1%. Nos MPM’s o acréscimo foi de 13,8%.

O aumento do número de visitantes no MNA representa portanto cerca do dobro do aumento médio dos MPM’s.

Estes auspiciosos resultados são o produto do trabalho, do empenho e da dedicação dos colegas que integram cada sector da equipa ao MNA.

21/05/2017

Peça do mês de maio

O vídeo da peça do mês de maio, a inscrição lusitana de Arronches, já se encontra disponível no canal youtube do Museu Nacional de Arqueologia.



17/05/2017

Peça do mês de maio

O Museu Nacional de Arqueologia (MNA) possui um acervo de várias centenas de milhares de bens culturais. Provêm eles de intervenções arqueológicas programadas ou de achados fortuitos, mas também de aquisições. As peças foram incorporadas por iniciativa do próprio Museu ou por depósito e doação de investigadores e colecionadores. Às coleções portuguesas acrescentam-se ainda as estrangeiras, igualmente de períodos e regiões muito diversificadas. Todos os períodos cronológicos e culturais, desde a mais remota Pré-História até épocas recentes, relevando-se, neste caso, as peças etnográficas, estão representados no MNA. O MNA é ainda o museu português que possui no seu acervo a maior quantidade de bens culturais classificados como “tesouros nacionais”. Existe, pois, motivo constante para a redescoberta das coleções do Museu Nacional de Arqueologia e é esse o sentido da evocação que fazemos, em cada mês que passa, em diálogo com o diferente tipo de atividades que o mesmo desenvolve.

Peça do mês de maio
A INSCRIÇÃO LUSITANA DE ARRONCHES
Apresentado por José Cardim Ribeiro
Sábado, dia 20 de maio, às 15h30


© Hugo Pires a partir de imagens recolhidas por Luís Bravo


A presente lápide foi descoberta em 1997 no Monte do Coelho, cerca de 3 km a noroeste de Arronches (Nordeste alentejano, Portugal), num sítio arqueológico com vestígios da época romana (¿e pré-romana?) sobranceiro à confluência entre a Ribeira da Venda e o Rio Caia. Atualmente permanece em depósito no Museu Nacional de Arqueologia (Lisboa). Consiste numa laje de grauvaque toscamente afeiçoada (alt. max. 89,5 cm; larg. max. 79 cm; esp. entre 2,7 cm e 7,5 cm), destinada a ser fixada no solo em posição vertical. A inscrição, em caracteres latinos mas em língua lusitana, ocupa os 2/3 superior e medial de uma das faces e estende-se por nove linhas, divididas respetivamente em dois corpos textuais de cinco e de quatro. Esta peça poderá datar, talvez, da primeira metade do séc. I d.C.. Trata-se de um dos únicos seis textos redigidos em lusitano hoje subsistentes e a sua relativa prolixidade e razoável estado de conservação permitiram já alguns avanços no conhecimento dessa língua ‘perdida’ – e, sem dúvida, prometem outros mais. Daí a enorme importância patrimonial do monumento, a que acresce o respetivo conteúdo histórico, também ele decisivo para aprofundarmos vários aspetos das práticas religiosas, rituais e sociais da comunidade indígena que as protagonizou – e das dos outros grupos populacionais contemporâneos seus congéneres e conterrâneos. 
Os seis textos em lusitanos hoje conhecidos – Arroyo del Puerco I, II e III, Cabeço das Fráguas, Lamas de Moledo e Arronches –, para além de terem sido todos eles concebidos exclusivamente para o contexto fechado das comunidades indígenas, possuem como elementos comuns o seu carácter público, a sua dimensão social, bem como um tipo de conteúdo que, embora de diferentes formas, converge e sincretiza aspetos religiosos/rituais, políticos, jurídicos e cívicos. Por estas razões se justifica a assumida opção pela língua ancestral em detrimento do latim. Não se trata, pois, de monumentos vulgares e de banal feitura e utilização no seio de uma sociedade, como a romana – e contrariamente à lusitana –, habituada à escrita e, concretamente, à sua dimensão epigráfica, mas sim de um recurso novo oferecido pela Romanização e parcimoniosamente circunscrito ao registo de atos considerados de transcendente importância, outrora fixados e transmitidos através da mera tradição oral. 
Todas as epígrafes redigidas em lusitano testemunham assim, sem exceção, uma realidade especialmente relevante para os indivíduos que as produziram e utilizaram. Neste especto, a lápide de Arronches, com a sua complexa inscrição que rememora o sacrifício ritual de 35 animais – entre os quais 10 touros –, traduz sem dúvida nenhuma uma destas raras ocasiões. O difícil é compreendermos nós, mesmo que longinquamente, a real dimensão e as especificidades desse acontecimento.
José Cardim Ribeiro.

11/05/2017

Auto da Floripes no MNA

No âmbito do XII Festival Internacional da Máscara Ibérica, realizou-se no passado dia 7 deste mês, a apresentação do Auto da Floripes, no Salão Nobre do Museu Nacional de Arqueologia. 

O Auto da Floripes é uma peça de teatro português, do género guerreiro e do ciclo carolíngio, representada nas festividades em honra de Nossa Senhora das Neves, em Viana do Castelo.








Acordo entre a DGPC e a Tróia Resort

Foi ontem formalizado o acordo entre a DGPC e a Tróia Resort para a constituição de um Depósito de Espólios Arqueológicos em Tróia.
Na imagem 1, (da esquerda para a direita): Dr. Pedro Capitão; Dr. Pedro Reimão; Arquiteta Paula Araújo da Silva; Dr. António Carvalho e Dra. Inês Vaz Pinto.





10/05/2017

Encontrada doca do séc. XVII durante construção do novo hospital da CUF

Uma antiga doca militar do século XVII foi encontrada em Alcântara, no local onde está a ser construído o novo hospital CUF Tejo.




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