10/05/2016

Arqueologia em Portugal: recuperar o passado – em 2015

Evento de divulgação científica 

Museu Nacional de Arqueologia, no próximo dia 21 de Maio de 2016, com início pelas 10.00h.
Arqueologia em Portugal: Recuperar o Passado é uma iniciativa promovida pela Direção-Geral do Património Cultural, em parceria com as Direções Regionais de Cultura do Norte, Centro, Alentejo e Algarve que também conta com a participação das Direções Regionais da Cultura dos Açores e da Madeira.

Este encontro de divulgação científica tem como objetivo promover o conhecimento gerado pela arqueologia e sensibilizar o público em geral, através da apresentação de algumas das mais importantes intervenções e descobertas arqueológicas realizadas em 2015, em todo território nacional.
Assim, conscientes de que um dos deveres da tutela do património cultural é o da sensibilização e promoção das boas práticas para a salvaguarda, valorização e divulgação do património arqueológico, consideramos ser cada vez mais necessária uma atuação junto dos cidadãos no sentido de fomentar uma maior identidade patrimonial.

A primeira edição terá lugar em Lisboa, no Museu Nacional de Arqueologia, no próximo dia 21 de Maio de 2016, com início pelas 10.00h.

Neste evento, de entrada livre, serão apresentadas 14 comunicações a cargo dos arqueólogos responsáveis pelas várias intervenções e inaugurar-se-á a exposição itinerante sobre os sítios investigados que posteriormente percorrerá todo o país.



Que os Jogos Comecem

Alunos da Escola Básica 2,3 das Olaias, Lisboa estiveram no ‪‎Museu Nacional de Arqueologia‬, a fim de visitarem a exposição “Lusitânia Romana – Origem de dois povos”, esta atividade a cargo do Serviço Educativo, e participarem na Workshop EMEE “Que os Jogos Comecem”.

Após a visita, os alunos foram guiados por membros da equipa EMEE do museu a um espaço onde foram convidados noutros espaços expositivos e foram convidados a participarem na workshop, tomando contacto com jogos da época romana (Tábula e Duodecima Scripta) e, após breve explicação das regras dos mesmos, foram divididos em equipas e executaram os jogos.

Foi uma atividade diferente oferecida aos alunos desta escola.

















06/05/2016

2ª peça do mês de maio

O Museu Nacional de Arqueologia conserva uma das mais importantes coleções de joalharia existentes em Portugal. Resultantes na sua maioria de escavações arqueológicas, ofertas ou aquisições. Através do seu estudo e contemplação consegue-se acompanhar a evolução da arte dos materiais preciosos no território nacional desde os finais do III milénio a. C. à alta idade média, cronologia a que a maioria das peças se situa.

Todos os períodos cronológicos e culturais, e também todos os tipos de peças, desde a mais remota Pré-História até épocas recentes, neste caso com relevo para as peças etnográficas, estão representados no MNA. Às coleções portuguesas acrescentam-se as estrangeiras, igualmente de períodos e regiões muito diversificadas.

O MNA é ainda o museu português que possui no seu acervo a maior quantidade de peças classificadas como "tesouros nacionais". No entanto, há ainda espaço para receber exposições temporárias com bens culturais, alguns de cariz único, cedidos por outras instituições. 
Existe, pois, sempre motivo de descoberta no MNA e é esse o sentido da evocação que fazemos, em cada mês que passa.



PEÇA DO MÊS COMENTADA
O Phanes Mitraico, na exposição Lusitânia Romana. Origem de Dois Povos
A apresentar por Cátia Mourão
21 de Maio, às 15h30


Uma das peças mais enigmáticas e com maior impacto na exposição Lusitânia Romana. Origem de Dois Povos é a imagem de um jovem desnudado, enrolado por um enorme ofídio, com uma cabeça de leão no peito e outra de bode aos pés. Esculpida em mármore, à escala humana, apresenta algumas lacunas que terão implicado a perda de importantes atributos e dificultam a sua identificação. Embora dada como efígie de Mitra, não detém os elementos mais característicos desta divindade de origem oriental, ligada ao culto solar, nem parece ter integrado as cenas principais da sua iconografia no Ocidente. Com efeito, em termos visuais e simbólicos será mais próxima de Phanes (deus alado, da vida e da criação, referenciado no Eros grego e no Osíris-Chronocrator egípcio, e contemplado no culto órfico), de Arimanius (deus leontocéfalo, que poderá representar a faceta mais agressiva deste antropocéfalo e que era venerado no culto mitraico) e ainda de Aion (deus do tempo cíclico e eterno, que não seria estranho ao culto mitraico). Os atributos animais remanescentes reiteram-no como divindade temporal: o felídeo poderá indicar o tempo presente, solar; o ofídio o tempo eterno, lunar; o caprídeo o tempo cíclico, sobretudo se tiver estado em oposição a um ovídeo. Parecendo resultar de um sincretismo religioso, a figura provirá do Mithræum de Mérida e pertence ao Museo Nacional de Arte Romano.

Entrada livre


05/05/2016

Ateliê de talhe

Dia 8 de maio, pelas 11 horas, no Museu Nacional de Arqueologia, venha conhecer como  é que os homens dos tempos pré-históricos faziam os seus instrumentos. Atelier de Talhe, dinamizado pelo especialista em Arqueologia Experimental, Pedro Cura, uma atividade da equipa portuguesa do Projeto EMEE, EuroVision Museums Exhibiting Europe.

Sessão gratuita.



Palestra - Mais um olhar sobre a Lusitânia Romana, por Jonathan Edmondson

O Professor Jonathan Edmondson, da Universidade de York, é investigador da Historia do Império Romano. O seu campo de pesquisa privilegiado é o estudo da sociedade, economia e cultura da Espanha Romana (especialmente da Lusitânia). Esta visita guiada/palestra é uma oportunidade imperdível de ouvir um dos grandes estudiosos da romanização da Península ibérica.


A Lusitânia, segundo Cláudio Ptolomeu

Palestra - O culto de Ísis no mundo romano, por Luís Manuel de Araújo

Luís Manuel de Araújo, partindo da representação da deusa Ísis, que integra a exposição Lusitânia Romana - Origem de dois povos revela-nos como o mundo romano se apropriou e cultuou esta divindade Egípcia.

19 de Maio, às 18h30


Figura de Ísis amamentando Hórus
Museo Arqueológico Provincial de Badajoz, Junta de Extremadura


03/05/2016

Visita da Universidade Autónoma de Madrid à exposição Lusitânia Romana - Origem de dois povos

No âmbito do intercâmbio entre o ‪‎Museu Nacional de Arqueologia‬ e a Universidade Autónoma de Madrid, alunos desta instituição visitaram no dia 30 de abril o museu, com especial destaque para a exposição Lusitânia Romana - Origem de dois povos, tendo sido guiados pelo diretor do museu, António Carvalho.








Lançamento de livro

No dia 30 de abril foi lançado no ‪Museu Nacional de Arqueologia‬ o livro História de Pragança e Montejunto e seus Ricos Patrimónios, da autoria de Fernando Pereira Sá.

A cerimónia foi abrilhantada pela atuação da Banda Filarmónica 1º de Dezembro, de Pragança, após o que decorreu, no Salão Nobre, a sessão solene de apresentação do livro.

Na altura foi evocada igualmemte a figura de José Leite de Vasconcelos, fundador deste Museu, que exerceu medicina em Pragança.








Inauguração de exposição

Com a presença de Bronisław Misztal, embaixador da República da Polónia em Portugal, inaugurou no passado dia 30 de abril, a exposição de pintura "Diálogo com a Arte Rupestre", da autoria de Mariola Landwoska.

Na altura, usaram da palavra António Carvalho, diretor do ‪‎Museu Nacional de Arqueologia‬, Bronisław Misztal, embaixador da República da Polónia em Portugal e a artista plástica Mariola Landwoska, autora dos quadros em exposição.
Venha apreciá-los no Museu Nacional de Arqueologia.









Peça do mês de maio

O Museu Nacional de Arqueologia conserva uma das mais importantes coleções de joalharia existentes em Portugal. Resultantes na sua maioria de escavações arqueológicas, ofertas ou aquisições. Através do seu estudo e contemplação consegue-se acompanhar a evolução da arte dos materiais preciosos no território nacional desde os finais do III milénio a. C. à alta idade média, cronologia a que a maioria das peças se situa.

Todos os períodos cronológicos e culturais, e também todos os tipos de peças, desde a mais remota Pré-História até épocas recentes, neste caso com relevo para as peças etnográficas, estão representados no MNA. Às coleções portuguesas acrescentam-se as estrangeiras, igualmente de períodos e regiões muito diversificadas.

O MNA é ainda o museu português que possui no seu acervo a maior quantidade de peças classificadas como "tesouros nacionais". No entanto, há ainda espaço para receber exposições temporárias com bens culturais, alguns de cariz único, cedidos por outras instituições. 
Existe, pois, sempre motivo de descoberta no MNA e é esse o sentido da evocação que fazemos, em cada mês que passa.



PEÇA DO MÊS COMENTADA
Miliário de Alfaiates
A apresentar por Vasco Gil Mantas
14 de maio de  2016, às 15h:30


Partindo de uma peça da exposição "Lusitânia Romana. Origem de dois povos / Lusitania Romana. Origen de dos pueblos", fique a conhecer um pouco melhor esta província romana que ocupava então, sensivelmente, grande parte de Portugal, entre o Douro e o Algarve, a atual Extremadura espanhola e uma pequena área da Andaluzia. Quis a História que este território, que os romanos unificaram geográfica, política e administrativamente, ficasse durante séculos repartido por duas nações: Portugal e Espanha.
O invulgar miliário de Augusto proveniente de Alfaiates (Sabugal) comprova o lançamento de vias de primeira importância no interior da Lusitânia logo após a fundação de Emerita Augusta, permitindo refletir sobre as funções fundamentais das vias na organização do território lusitano. 

Entrada livre