Terminou da melhor forma o Simpósio Internacional "Museus: Investigação e Educação. Após três dias de trabalhos, os participantes puderam assistir à conferência do Professor Joan Santacana Mestres, da Universidade de Barcelona, intitulada "Duas museografias para a Arqueologia"
11/04/2017
Simpósio Internacional "Museus: Investigação e Educação"
06/04/2017
Workshop em Dendro-Arqueologia
Concerto de Ramos
Já no próximo Domingo, 9 de Abril, pelas 19h no Museu Nacional de Arqueologia.
XI Ciclo de Ramos, concerto de música Sacra, com o convidado internacional maestro/compositor inglês (residente em Portugal) Ivan Moody. http://www.voxlaci.com/…/voxfest/ciclo-de-ramos/edition-2017
Repertório / Repertoire :
Ioan Chirescu (1889-1990) Sfinte Dumnezeule
Ivan Moody (n.1964) Thy Fatherly Embrace
Stevan Mokranjac (1856-1914) Hino dos Querubins
Ivan Moody Troparion of Kassiani
Ivan Moody Behold the Bridegroom
Dobri Hristov (1875-1941) Svyaty Bozhe
Ivan Moody Vecheri Tvoeya
Ivan Moody He Who clothed Himself
Ivan Moody Exaposteilarion of Pascha
Piotr Tchaikovski (1840-1893) Nyne sili
1º Concerto: 7 Abril / April, SEXTA / FRIDAY 21H30 CASCAIS, St.Paul´s Church 10€
2º Concerto: 8 Abril / April, SÁBADO / SATURDAY 16H BATALHA, Mosteiro da Batalha (Entrada Livre com Apoio Mosteiro da Batalha)
3º Concerto: 9 Abril / April, SUNDAY / Domingo de Ramos 19H LISBOA, Museu Nacional de Arqueologia,Belém 10€
05/04/2017
Primavera em Figurado de Barro de Estremoz, Nº de Inventário 3708
As coleções etnográficas do Museu Nacional de Arqueologia, refletem na sua origem, constituição e organização, a própria história do Museu que no seu conceito fundacional se designou, ainda que por breves anos, por Museu Etnográfico Português, muito embora a componente arqueológica tivesse sido dominante desde o início. E se, no programa inicial de 1893-1894, se haviam consagrado apenas duas secções – a Arqueológica e a Moderna – uma terceira é muito precocemente acrescentada – a de Antropologia Física.
A riqueza e diversidade das Coleções Etnográficas oriundas maioritariamente do território português - continental e insular, mas também das antigas ex-colónias, é bem patente nos sucessivos programas museológicos do Museu de José Leite de Vasconcelos, onde foram ganhando protagonismo crescente e permitiram cumprir o mais elevado e ansiado propósito do Fundador, o da criação de um “Museu do Homem Português”.
O Museu Nacional de Arqueologia dará conta do seu acervo etnográfico que,embora nem sempre visitável, continua a ser objeto de estudo sistemático e aturado, retomando assim o espírito que esteve na sua vocação inicial.
Na fotografia:
Primavera em Figurado de Barro de Estremoz,
Nº de Inventário 3708.
Figura feminina de pé, assente em base retangular. Apresenta-se vestida com uma saia curta e rodada deixando a descoberto as pernas robustas e direitas. Os braços desenham dois pequenos arcos com as mãos repousando sobre a cintura. Na cabeça exibe um chapéu colocado ligeiramente de lado, coroado por flores. Um arco florido elevado, constituído por um arame no qual estão colocadas 12 flores estilizadas, parte dos ombros e remata a composição. Na base apresenta uma legenda com a indicação da sua provável barrista e da data de aquisição: “Gertrudes Rosa Marques. Maio de 1915”
Alguns autores consideram que estas representações são figuras de Entrudo anunciando a proximidade da Primavera.
Associada à Primavera, era Clóris, divindade de origem grega das flores, equivalente à ninfa de origem latina Flora, que deriva da palavra latina flos (flores).
Floralia era o festival romano realizado em honra à deusa Flora, para consagrar as florações da Primavera. Sabe-se que, em 238 a.C, foi construído em Roma um templo em honra de Flora, dedicado em 28 de abril.
Flora foi também inúmeras vezes associada à deusa grega Deméter, a Ceres Romana, a divindade dos cereais e da agricultura, e à sua filha Perséfone, a Proserpina romana.
Mas a associação de figuras femininas com as coroas de flores remonta à mais remota Antiguidade. No Egipto, vemos Ísis, protetora da Natureza, da Maternidade e da Fertilidade associar-se ao hibisco, conhecido também como o "Mimo de Vênus".
Cibele, uma divindade que foi introduzida na Grécia através da Ásia menor, considerada a «Mãe dos Deuses» e que simbolizava a fertilidade da natureza, era a divindade do ciclo de vida-morte-renascimento. Normalmente era representada como uma mulher madura, coroada por muralhas ou flores, nomeadamente rosas, aliás as flores utilizadas para venerar os mortos, bem como espigas de cereais, símbolo da vida, trajando uma túnica multicolorida e com um molho de chaves na mão.
Mas as flores, designadamente as rosas, eram atributos da deusa do Amor, a Afrodite grega e Vénus romana, e Abril era o mês que lhe era consagrado, havendo quem defenda que o nome deriva exatamente do verbo latino Aperire (Aprilis), que significa o “abrir” das flores, o renascer da natureza.
Também com a Cristandade as flores são atributos de muitos Santos e Mártires, não podendo esquecer que uma das flores que se lhe associa à Virgem Maria é a Prímula, ou Primavera, que anuncia a estação, sendo o nome conotado com “primeira”, ou seja das primeiras flores a despontar na Primavera.
Muito provavelmente nesta Primavera de Estremoz estaremos face à sua estilização.
04/04/2017
IV Festival de Contos Indígenas
Ainda a propósito do IV Festival de Contos Indígenas leia o artigo de Luís Raposo no Jornal do Fundão.
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Conferência
Francesco Maria Galassi, é um paleopatologista do Instituto de Medicina Evolutiva, da Universidade de Zurique (Suíça), dirigido pelo Prof. Frank Rühli, onde desempenha funções de Assistente e Investigador Principal do Italian Paleopathology Project.
Graduado pela Universidade de Bolonha, ganhou experiência em investigação na Universidade de Oxford e na Imperial College de Londres, desenvolvendo desde cedo um profundo interesse pela história médica e pela antiguidade das doenças. Para além de estudar vestígios osteológicos e múmias, especializou-se na análise filológico-científica de textos antigos de forma a identificar a representação e a evolução de doenças ao longo da História.
Apresentação do nº 34 da revista "Monumentos"
No dia 3 de abril, às 18h30, será apresentada no auditório 3 da sede da Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa, a revista Monumentos nº 34.
A apresentação será conduzida pelo arquiteto e professor José Manuel Fernandes
03/04/2017
Façamos uma homenagem a Vénus, deusa da fecundidade e fonte de toda a beleza, no seu mês, Abril.
«Fragmento de estátua feminina que corresponde à perna direita junto a uma jarra alta coberta parcialmente por um longo panejamento, constituindo um bloco escultórico que se ergue num plinto. O panejamento foi parcialmente dobrado sobre a boca da jarra, cai em pregas e termina em franja cobrindo a pança ovóide de um vaso esguio, de colo alto, que assenta sobre pé arredondado. A perna está cortada pela coxa, o pé quasi inteiramente mutilado bem como a boca do vaso, os panejamentos e a própria base. Trata-se da representação de uma estátua nua de Vénus preparando-se para o banho junto ao vaso que conteve a água ("lutrophoros") e agora serve de suporte ao vestuário. Este tipo de representação insere-se no numerosíssimo grupo das Vénus que, imitando as representações do mundo helenístico a partir do século V a.C., os artistas romanos reproduziram ou repetiram».
Encontra-se actualmente exposta na Exposição «LVSITANIA dos FLÀVIOS», no Museu Nacional de Arqueologia.
IV Festival de Contos Indígenas - A grande noite do Festival
A grande noite do Festival decorreu no passado dia 2 de abril no auditório da Biblioteca Municipal Eugénio de Andrade, no Fundão, que se apresentava completamente lotado.
A cerimónia de abertura contou com as intervenções da Senhora Vereadora do munípio Alcina Cerdeira, Doutor Luís Santos, Sub-Diretor Geral da Direção-Geral do Livro, Arquivos e Bibliotecas e do Doutor António Carvalho, diretor do Museu Nacional de Arqueologia.
Seguiu-se a assinatura do protocolo de adesão à Rede Nacional de Clubes de Arqueologia, celebrado pelo MNA com o Instituto Piaget de Almada, representado no ato pela Doutura Rita Alves.
Seguidamente subiram ao palco vários alunos do Fundão e do Instituto de Almada, que bridaram o público com uma sessão de contos tradicionais portugueses, numa íntima ligação entre o património material e imaterial.
Por fim atuaram os contadores de histórias profissionais que durante dois dias prepararam estes alunos para o festival.
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