Veja aqui a entrevista conjunta, do diretor do Museu Nacional de Arqueologia, de Vasco Letria,encenador da peça e de Tiago Peralta, ator, sobre a peça que está em cena neste museu, "Portugal por Miúdos", da autoria de José Jorge Letria.
11/10/2016
O diretor do Museu Nacional de Arqueologia na Sic Mulher
“MAR DE TRIGO” Em torno da função portuária. O Universo e legado de Maria Luísa Blot
Dia 22 de outubro, às 15h00
Suakin é uma ilha plana em forma de pizza aninhada no fundo de um braço de mar azul cavado no coral do Mar Vermelho. A ilha foi outrora um porto, uma cidade que já estava abandonada quando Maria Luísa Pinheiro Blot, arqueóloga do universo náutico e artista intimista, a visitou num dia de muita febre e pacata lucidez, em pleno Alentejo, anos após ter mergulhado e investigado sítios de naufrágios em mares do mundo, ondas das quais tinha as marcas visíveis no próprio corpo. As sombras espessas das casas de Suakin e a maré de mulas do trigo do Oregon têm um ponto em comum: ambas nos levam a visitar o mundo vasto e discreto que Maria Luísa interrogou durante anos a fio ao longo do litoral português e no fundo do qual ela procurava chaves, públicas ou íntimas, numa pauta ubíqua, rica e ruidosa a qual ela chamava «Porto».
Entrada livre
Consulte aqui o folheto completo
22/09/2016
22 de setembro – Outono
Sarcófago das vindimas
Castanheira do Ribatejo
III d.C. - Época Romana
Museu Nacional de Arqueologia, 994.20.1
Sarcófago de mármore branco, de pequeno tamanho, com as extremidades arredondadas e a forma geral de uma cuba de vinificação (lenós), mostrando, na face principal, o retrato de uma jovem no interior de um medalhão assente sobre um vaso, donde saem ramos de oliveira, parras e cachos de uvas que vão preencher todo o espaço da face principal e principalmente das laterais. A peça foi concebida para ficar encostada a uma parede, razão pela qual a face oposta não mostra qualquer decoração. O busto representa uma menina vestida de um “colobium”, uma túnica pregueada, sem mangas, presa aos ombros por duas fíbulas, cabelos em bandós e atados na nuca, olhos com marca da pupila. Entre as ramagens aparecem pequenos cupidos, cestas de vindimas, aves e animais campestres como coelhos, cobras, escorpiões, lagartos, caracóis e gafanhotos.
É evidente o significado báquico ou dionisíaco de toda a composição, relacionado com a felicidade da vida além-túmulo. O sarcófago, um trabalho cuidadoso feito talvez em oficinas do oriente mediterrânico, foi certamente importado com o medalhão por acabar tendo-se, no termo da viagem, esculpido a efígie da menina depositada no túmulo – o que explicaria também que o retrato se apresente esteticamente menos conseguido que o belo conjunto escultórico envolvente. O penteado da menina e os elementos decorativos permitem, do ponto de vista técnico e temático, datar de meados do século III d.C. o fabrico da peça.
Aquando do seu achado encontrava-se a servir de tanque de lavar a roupa e de amanhar peixe. Foi adquirido por Manuel Heleno em 1945, então diretor do MNA.
Pode ser apreciado na exposição “Religiões da Lusitânia”.
14/09/2016
Exibição do Filme "TECNOLOGIA MINEIRA ROMANA - O OURO de TRESMINAS"
Dia 17 de setembro às 16h no MNA. Entrada Livre.
No norte de Portugal encontra-se uma das mais importantes áreas mineiras de ouro de todo o Império Romano. Os testemunhos expressivos dessa exploração e da tecnologia empregue podem ainda ser observados no local. Enormes frentes de trabalho a céu aberto, profundas galerias e uma complexa rede hidráulica de canais ainda hoje impressionam pela sua extensão e estado de conservação. No séc. I e II d.C. muita da mais valiosa moeda cunhada em Roma (o aureus) foi com o ouro extraído neste território mineiro – o mais importante do Portugal Romano.
Produzido pela ArqueoHoje, este documentário procura mostrar a importância do território mineiro de Tresminas (Vila Pouca de Aguiar) em época romana. Com base em investigação no terreno, e ao longo de 18 minutos, revelam-se tanto os aspectos mais relacionados com a tecnologia mineira e hidráulica associada às minas, como se sublinha a relevância patrimonial desta paisagem cultural excepcional em plena Serra da Padrela
Realização: Rui Pedro Lamy, Pedro C. Carvalho, Javier Sánchez-Palencia e Diogo Vilhena.
Guião: Pedro C. Carvalho e Javier Sánchez-Palencia
Produção executiva: Joaquim Garcia e Filipe Coutinho Gomes
05/08/2016
Jogos Olímpicos
Neste dia tem início a 31.ª edição dos Jogos Olímpicos da época moderna. Estes foram inspirados pelos jogos que tinham lugar em Olímpia, na Grécia Antiga, a cada quatro anos, e que se inseriam no culto aos deuses do Olimpo.
Mas havia outros festivais religiosos que incluíam atividades desportivas e que se realizavam a cada quatro anos, como as Panateneias. Estes realizavam-se em Atenas, em honra da deusa Atena, e para além de atividades desportivas, incluía também competições artísticas. Algumas provas estavam abertas unicamente a atenienses. Os vencedores das diversas provas recebiam, como prémio, ânforas panatenaicas, como a da imagem, com azeite de oliveiras sagradas, a árvore associada à deusa. Estas ânforas mostram uma representação da deusa e no verso, a prova pela qual servia de prémio.
A ânfora panatenaica do MNA apresenta, no anverso, a deusa Atena na posição típica das ânforas panatenaicas: levantando um pé do chão e com a égide (escudo), vestindo um peplos (vestido) simples. De ambos os lados, colunas que não são encimadas por galos, uma vez que se trata de um exemplar não-oficial das ânforas que eram dadas de prémio nos jogos de que a deusa era patrona. No reverso, lutam dois atletas com barba, tendo à esquerda um treinador e à direita outro atleta, com o braço direito levemente erguido. Datável do século VI a.C., é um dos três vasos áticos de figuras negras mais antigos que atualmente se conservam em Portugal e, tanto quanto se conhece até esta data, o único espécime de ânfora panatenaica existente entre nós.
04/07/2016
Luís Raposo eleito Presidente do ICOM-EUROPA
A Direcção do Museu Nacional de Arqueologia e a sua equipa congratulam-se com a eleição do Dr. Luís Raposo para Presidente do ICOM-EUROPA, o que acaba de ocorrer na 24ª Conferência Geral do ICOM, que se encontra a decorrer, entre 3 e 9 de Julho, em Milão (Itália).
A eleição de um antigo Director deste Museu Nacional, que exerceu o cargo entre 1996 e 2012 e apresenta um curriculum vitae que dispensa apresentação, é também um natural motivo de contentamento e orgulho para todos aqueles que com ele diariamente trabalham e convivem no Museu Nacional de Arqueologia.
Num momento tão intenso na nossa vida colectiva a nível europeu e mundial e em que tantas interrogações se nos colocam, considerando o trabalho realizado em organizações nacionais e internacionais ligadas aos Museus, a par de uma reflexão teórica e metodológica em permanente actualização, estamos certos que o Dr. Luís Raposo terá nas suas novas funções um mandato muito dinâmico, interventivo e produtivo.
Na mesma reunião em Milão tomará ainda posse como membro da Direcção do ICOM-CECA (Secção do ICOM dedicada à Didáctica em Museus), o colega Mário Antas, recentemente eleito para este órgão, e que também integra a equipa do Museu Nacional de Arqueologia.
A ambos desejamos os melhores êxitos no desempenho destas importantes funções internacionais.
António Carvalho
Diretor
23/06/2016
Conferência. "Educar Para Cuidar"
O PAN, Pessoas - Animais - Natureza promove no dia 25 de Junho, Sábado, no Salão Nobre do Museu Nacional de Arqueologia - Mosteiro dos Jerónimos - pelas 14h30, uma conferência subordinada ao tema “Educar para Cuidar. A Educação enquanto transformadora de mentalidades”, que conta com o apoio da Direção Geral do Património Cultural e com a presença do Ministro da Educação, Tiago Brandão Rodrigues.
Esta iniciativa propõe uma reflexão sobre o papel da educação no despertar de uma consciência de cidadania que, ativamente, se oriente para a preservação do futuro da Humanidade e do Planeta.
Ao PAN e ao Ministério da Educação espera-se que possam juntar-se entidades representantes da sociedade civil, de outros partidos políticos, respetivos reguladores, ONGs entre outros, para refletir sobre uma escola inovadora que respeite a heterogeneidade e as necessidades específicas dos alunos e que envolva profissionais de educação, família e sociedade, num compromisso conjunto.
17/06/2016
Convite
Depois de ter sido apresentada em Mérida, no Museu Nacional de Arte Romano, e em Lisboa, no Museu Nacional de Arqueologia, esta exposição internacional, que organizámos em conjunto com outras instituições congéneres dos dois países, é exibida desta feita em Madrid, no renovado Museu Arqueológico Nacional. A partir de dia 1 de julho.
Divulga-se o convite, na expectativa de que a possam visitar, até 16 de Outubro do corrente ano.
Acentua-se o facto de se terem incorporado importantes bens culturais provenientes da Lusitânia Romana, inclusive recolhidos no território português, e que integram as coleções do Museu Arqueológico Nacional.
Lusitânia Romana. Origem de dois povos em Madrid
No próximo dia 1 de julho inaugurará em Madrid a exposição Lusitânia Romana. Origem de dois povos, que esteve patente no Museu Nacional de Arqueologia, em Lisboa, entre os dias 25 de janeiro e 12 de junho.
Recorde-se que esta exposição esteve primeiramente no Museo Nacional de Arte Romano, em Mérida.
09/06/2016
Convite para o encerramento da exposição: Lusitânia Romana. Origem de dois povos
No Museu Nacional de Arqueologia, durante 141 dias, ouviu-se o bramir dos gládios contra falcatas e adagas, o pó levantou-se com o bater das calígulas, o latim ecoou no espaço com poetas e oradores, vestiram-se togas, alisaram-se estolas e … fomos Romanos. Agora as Musas partem da Lusitânia e viajam para a vizinha Tarraconense (Museu Arqueológico Nacional, em Madrid). Assim, neste dia único e imperdível convidamos-te a despedires-te das filhas de Zeus e Mnemósine.
11h00: Os romanos estão por cá!
Desfile de um centurião e um legionário romano
11h30- 12h30: Lusitânia Romana. Origem de dois povos
Visita dramatizada: Porque partem as musas?
15h00: Os romanos estão por cá!
Desfile de um centurião e um legionário romano
15h10: Visita orientada à Lusitânia Romana. Origem de dois povos
15h10: Ateliê. As Musas: Mil tesselas. Um mosaico
16h30-17h45: Lusitânia Romana. Origem de dois povos
Visita dramatizada: Porque partem as musas?
Este programa resulta da parceria entre o Museu Nacional de Arqueologia e a Ordem da Cavalaria do Sagrado Portugal (Secção Romana).
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