26/08/2014

Membros do GAMNA visitaram a Indonésia e Timor



No presente mês de Agosto um grupo do GAMNA realizou uma viagem à Indonésia e a Timor. Em Timor tiveram oportunidade de estabelecer contactos com alguns profissionais do AMRT (Arquivo-Museu da Resistência Timorense).




O grupo do GAMNA registou o momento com Álvaro Vasconcelos, o responsável do Departamento Educativo do AMRT. Durante o encontro foram discutidas possíveis ações futuras de cooperação entre o MNA e o AMRT, sob direção de Antonino Alves “Hamar” que esteve presente no VI Encontro de Museus de  Países e Comunidades de Língua Portuguesa que se realizou em Lisboa em 2011.

20/08/2014

Afluência de público ao Museu Nacional de Arqueologia

Nos últimos dias temos assistido a filas à porta do Museu Nacional de Arqueologia. Tal facto está directamente relacionado com o aumento do número de turistas que visita Lisboa nesta época do ano.






Assim, as bilheteiras têm registado um considerável aumento da procura de ingressos, facto que aqui assinalamos com agrado.

Estamos a trabalhar para dar uma resposta cada vez mais eficaz, fazendo diminuir o tempo de espara de todos aqueles que nos procuram e visitam.

19/08/2014

In Memoriam... assinala-se hoje o bileminário da morte de Augusto


Assinala-se hoje o bimilenário da morte de Augusto.




Após o assassinato de Júlio César, Caio Octaviano, Marco António e Lépido formaram o segundo triunvirato e derrotaram os assassinos de César. O triunvirato foi dissolvido pelas ambições conflituosas dos seus membros. Lépido foi exilado e Marco António cometeu suicídio após a derrota na batalha de Áccio.

O reinado de Augusto iniciou um período de relativa paz conhecida como Pax Romana. Augusto aumentou o império, anexando o Egipto, Dalmácia, Panônia, Nórica e Récia, e expandiu as possessões da África e da Germânia e completou a conquista da Hispânia.

Augusto morreu a 19 de Agosto de 14 d. C..




13/08/2014

Missão arqueológica em Fez, Marrocos

De acordo com o pedido de apoio solicitado pelo Centro de História d'Aquém e d'Além-Mar, da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa (UNL) ao MNA, deslocou-se à cidade de Fez, Marrocos, a técnica de Conservação e Restauro, Margarida Santos, para fomentar e orientar o trabalho da estagiária Rute Chaves, estudante de mestrado da Faculdade de Ciências e Tecnologia da UNL. O trabalho consiste no tratamento de um conjunto de materiais cerâmicos, composto por cerca de meia centena de peças com cronologia situada entre o séc. XIII e XVIII, provenientes de uma escavação arqueológica na cidade de Azamor, coordenada por André Teixeira e Azzeddine Karra.


Reunião de trabalho e apresentação da equipa já em Marrocos


Nesta primeira fase fez-se a seleção dos materiais a intervencionar e iniciou-se o trabalho de conservação e restauro, propriamente dito, com o registo fotográfico de cada peça antes da intervenção, preenchimento das fichas de conservação e restauro com o respectivo diagnóstico, teste de dessalinização, separação dos fragmentos e limpeza.


Seleção de materiais


Aspeto interessante a considerar são as condições ambientais envolventes. Apesar do edifício possuir ar condicionado, os valores de temperatura média registados são de 28ºC e humidade relativa de 38%, portanto temperatura elevada e humidade relativa demasiado baixa, que condicionam sobretudo a seleção de produtos, sua preparação e aplicação, o que constitui um exercício interessante de aprendizagem.


Início do trabalho de conservação


11/08/2014

Roteiro bilingue da exposição "O TEMPO RESGATADO AO MAR"

Acaba de ser publicado o roteiro bilingue da exposição "O Tempo Resgatado ao Mar". 
Esta edição encontra-se à venda na loja do Museu Nacional de Arqueologia, pelo preço de 11,00 €.






Artigo de António Valdemar no jornal Público sobre José Leite de Vasconcelos - As raízes de Portugal em tempo de crise

Clique com o botão direito sobre a imagem para a abrir num novo separador

31/07/2014

Visitas guiadas em italiano à exposição "O Tempo Resgatado ao Mar"

MUSEU NACIONAL DE ARQUEOLOGIA

VISITA GUIDATA ALL' ESPOSIZIONE



IL TEMPO SALVATO DAL MARE




             MATINA                                                 POMERIGGIO
             11h:00                                                     15h:00



OSSERVAZIONI: Orario soggetto a modifiche
                                                                                        

30/07/2014

Bolsas de estudo"Quercus", no Museu Nacional de Arqueologia concedidas a estudantes universitários espanhóis pelo Governo da Comunidade Autónoma da Extremadura

O Museu Nacional de Arqueologia acolhe estagiários ao abrigo da bolsa de estudo do programa "Quercus", da Comunidade Autónoma da Extremadura (Espanha).

Esta bolsa tem como objectivo a introdução de recém-licenciados no mercado de trabalho, proporcionando simultaneamente uma primeira experiência laboral em contexto internacional e ambiente multicultural, contribuindo também para o reforço de competências linguísticas. Com a duração de seis meses, destina-se à mobilidade internacional de jovens licenciados que tenham estudado na Universidade de Extremadura ou que residam na Comunidade Autónoma (Províncias de Badajoz e Cáceres), direccionando os estagiários para instituições de referência, designadamente culturais, em oito países europeus. Portugal é o país de destino de uma grande parte destes estagios.





O programa é gerido pela fundação FUNDECYT-PCTEX, financiado pelo programa europeu "Leonardo da Vinci" e cofinanciado pelo Governo da Extremadura (através da respectiva Secretaria de Estado da Cultura). Neste momento está em curso a sexta edição do projecto que, nas primeiras cinco edições, garantiu que mais de 550 licenciados desfrutassem de uma experiência laboral no estrangeiro.

O MNA colabora neste projecto, tendo acolhido, em 2014, Rubén Baquero de los Reys, que estagiou no Serviço Educativo do museu. Neste contexto, a presença de Rubén Baquero de los Reys no MNA saldou-se na criação de produtos e actividades dirigidas especificamente ao público espanhol que nos visita: a versão castelhana do roteiro castelhana do roteiro da exposição "O Tempo Resgatado ao Mar", bem como a realização de visitas guiadas à exposição e a dinamização de outras actividades pegagógico-didáctias. José Ignacio Borrego e Carmen Parejo Gallego são os estagiários que se seguem já a partir de Outubro.

Colaboração entre o Museu Nacional de Arqueologia e a Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, no âmbito da licenciatura em Arqueologia

A parceria estratégica existente entre a FL-UL/UNIARQ estabelecida por protocolo celebrado entre as partes a 20 de Setembro de 2007) e o MNA tem permitido o desenvolvimento de actividades de investigação de estudantes de Mestrado e Doutoramento de Arqueologia e de professores e investigadores da FL-UL/UNIARQ.

Pode mesmo afirmar-se que actualmente a maior comunidade de investigadores externos do MNA é a proveniente da área de Arqueologia da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, como fica documentado pelo programa do Dia do Investigador no MNA (edições de 2013 e 2014). Frequentemente também, e desde há alguns anos, esta investigação resultou igualmente no desenho de programas espositivos no Museu, designadamente de exposições temporárias.

Neste contexto, realizou-se entre 7 e 25 de Julho, a segunda edição do seminário de Verão (O Algarve romano no MNA), iniciativa coordenada por Catarina Viegas, que permitiu o contacto directo a um grupo de 10 alunos do curso de Arqueologia da FL-UL, com materais arqueológicos. Os estudantes realizaram no MNA a unidade curricular de Trabalho de Campo e Laboratório, na vertente de Laboratório, tendo tido acesso privilegiado aos diversos sectores de actividade do Museu.

Durante três semanas, puderam trabalhar num contexto semelhante ao que corresponde à investigação no MNA, tendo efectuado tarefas práticas de tratamento e inventariação de diferentes conjuntos romanos, complementando a unidade lectiva. Deste modo, procederam à criação de bases de dados, inventariação, classificação, desenho e contentorização dos materiais arqueológicos, acções realizadas em estreita articulação com o Serviço de Inventário e Colecções do Museu.

Recorda-se que na edição de 2013, houve a possibilidade de trabalhar um conjunto diversificado de materiais provenientes do sítio romano do Polvorinho (Castelo Branco), recorrendo à documentação escrita existente sobre as antigas colecções depositadas no MNA, e ficando também a conhecer a dificuldade e o desafio da inventariação das mesmas. Procedeu-se também à classificação de um conjunto de marcas de oleiro de terra sigillata de tipo itálico, obtidas pelo fundador do Museu, José Leite de Vasconcelos, numa viagem a Itália.

Os dados produzidos serão carregados futuramente na plataforma MATRIZ e disponibilizados ao público no Matriznet.

23/07/2014

1º Encontro Nacional de Contos Indígenas em Vila Velha de Ródão




Realizou-se em Vila Velha de Ródão, de 11 a 13 de Julho, o 1º Encontro Nacional de Contos Indígenas, subordinado ao tema “Contos Primevos dos Rios Sagrados”. Tratou-se de uma iniciativa conjunta do Museu Nacional de Arqueologia (MNA) e da Câmara Municipal de Vila Velha de Ródão (CMVVR), contando com o apoio da Direcção-Geral do Livro, dos Arquivos e das Bibliotecas, do Centro Português de Geo-História e Pré-História e da Associação de Estudos do Alto Tejo. 

A Rede de Clubes de Arqueologia do MNA participou ativamente através da recolha ou criação de contos, que foram apresentados em Ródão por contadores de histórias profissionais e alunos de diversas escolas do país.

A recolha pela Direcção-Geral do Livro, dos Arquivos e das Bibliotecas (DGLAB) de contos tradicionais portugueses que versaram o tema da água, foram selecionados para apresentação por parte de contadores especialmente convidados para o efeito


Os alunos dos Clubes de Arqueologia foram recebidos na estação da CP de Ródão por representantes da autarquia e por Luís Raposo, coordenador do programa que fez uma breve apresentação sobre o programa.


As atividades de dia 11 de julho começaram na Casa de Artes e Cultura do Tejo (CACTejo), pelas 21 horas, contando com a apresentação da rede de Clubes de Arqueologia por Mário Antas (MNA), e a intervenção de  Miguel Feio, apresentando as práticas educativas do Clube de Arqueologia do Externato Frei Luís de Sousa (EFLS).

 De seguida, no auditório do CACTejo, assistiu-se a uma peça de teatro protagonizada pelos alunos do EFLS, cujo o tema central era a água e a defesa do ambiente. A noite terminou com uma sessão de cinema, em que os presentes foram convidados a testemunhar um “documento histórico” da década de 70 do século passado, cujo o tema central foi a intervenção dos arqueólogos no estudo das gravuras rupestres que posteriormente foram submersas pela construção da barragem do Fratel.

Dia 12 de julho, os alunos da Rede de Clubes de Arqueologia tiveram oportunidade de aprender a contar histórias com os contadores de histórias convidados para o efeito pela DGLAB.

Nessa mesma com noite de lua cheia, teve lugar ao ar livre, junto ao Rio Tejo, uma sessão nocturna de conto de histórias. Todos os participantes, assim como a população em geral, foram convidados a deambular entre o cais do Porto do Tejo e a Capela da Senhora da Alagada, passando pelo sítio paleolítico da Foz do Enxarrique, com paragens mágicas lá onde o apelo da terra fez brotar a imaginação. 

No dia 13 de manhã os alunos do Clube de Arqueologia desfrutaram de um magnífico passeio de barco às “Portas de Ródão”, conhecendo uma indescritível beleza natural interpretada pela sua fauna e flora. O grupo conheceu, igualmente o Castelo do Rei visigodo Wamba, numa escarpa sobranceira ao rio Tejo, sobre as Portas de Ródão onde muitos casais de grifos nos fizeram “guarda de honra”. . No alto dos seus muros, miradouro de visita obrigatória, os alunos do Clube de Arqueologia poderam contemplar a excepcional panorâmica e as inúmeras histórias que enquadram o local, ditas por  Jorge Gouveia, da câmara Municipal de Vila Velha de Ródão.. A visita terminou no Centro de Interpretação de Arte Rupestre do Vale do Tejo (CIART), instalações do centro Municipal de Cultura e Desenvolvimento de Vila Velha de Ródão. Os alunos poderam visitar as exposições permanentes de Arqueologia do Ródão e a exposição de Arte Rupestre do Vale do Tejo.


Ainda no dia 13 de manhã foi descerrada a placa toponímica que atribuiu o nome de “Geração do Tejo” ao largo do cais de embarque no rio. Neste ato solene usou da palavra o presidente da Câmara Municipal de Vila Velha de Ródão.. Luís Raposo, Mário Varela Gomes, Francisco Sande Lemos e Francisco Henriques pela Geração do Tejo. No fim foram apresentadas as linhas mestras  um protocolo que reúne o MNA (representado no ato pelo seu diretor, António Carvalho) , a CMVVR (representado no ato pelo seu presidente , Luís Ferro Pereira), pelo CPGP (representado no ato pelo seu vice-presidente , Fernando Coimbra), e a FLUL / UNIARQ na criação de uma “Escola Internacional de Arqueologia” no sítio da Foz do Enxarrique.