17/07/2013

Museus, Educação e os seus profissionais

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DSC_0169DSC_0179Encontro 22 de JunhoEncontro 22 de JunhoEncontro 22 de JunhoEncontro 22 de Junho
Encontro 22 de JunhoEncontro 22 de JunhoEncontro 22 de JunhoEncontro 22 de JunhoEncontro 22 de JunhoEncontro 22 de Junho
Realizou-se no dia 22 de Junho o encontro Museus, Educação e os seus profissionais numa organização conjunta do MNA, com o ICOM-PT e o Comité Nacional do ICOM-CECA (Comité de Educação e Ação Cultural). Este encontro teve a participação especial da professora Emma Nardi, presidente do CECA Internacional para além de outras personalidades da área, nomeadamente a professora Susanne Popp da Universidade de Augsburgo, Dr. Luís Raposo presidente do ICOM-PT e a Dr.ª Ana Mântua em representação da DGPC.
A nível nacional destaca-se ainda a presença da Dr.ª Rosário Azevedo do Museu Gulbenkian, do Dr. Joaquim Jorge da Câmara Municipal de Loures, Dr. José Soares Neves do Observatório das Atividades Culturais, Dr.ª Graça Filipe do Ecomuseu Municipal do Seixal, da Professora Judite Primo da Universidade Lusófona, da Professora Alice Semedo da Faculdade de Letras da Universidade do Porto. da Dr.ª Margarida Lima de Faria, museóloga, Dr.ª Catarina Moura do Museu Nacional de Arte Contemporânea-Museu do Chiado, Dr.ª Ana Apolinário do Ecomuseu Municipal do Seixal, da Dr.ª Sara Barriga e Dr. Ana Rita Canavarro da i.muse, da Dr.ª Patrícia Remelgado do Pportodosmuseus e do Dr. Mário Antas do MNA. O comentário final esteve a cargo do professor Pedro Casaleiro do Museu da Ciência da Universidade de Coimbra.
No final, o Dr. António Carvalho fechou os trabalhos e seguiu-se um momento musical a cargo do Conservatório de Música de Sintra - Jazz Ensemble.
O encontro foi bastante concorrido contando com a presença de 152 participantes, sendo de saudar a intensa participação de todos os envolvidos nas comunicações e respetivos debates.

Reunião do projeto Eurovision em Lisboa

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Realizou-se no passado mês de Junho, entre os dias 19 e 21, a Small Meeting 1 do projeto internacional Eurovision : Museums Exhibiting Europe (EMEE).
Esta reunião contou com a presença de especialistas de universidades, museus e organizações de arte e cultura dos oito países europeus membros do projeto. A nível nacional destacam-se as presenças do Dr. António Carvalho, anfitrião da reunião, do Dr. Luís Raposo, presidente do ICOM-PT e do Dr. Manuel Bairrão Oleiro em representação da Diretora Geral do Património Cultural.
Para além das intensas sessões de trabalho foram realizadas visitas guiadas ao MNA, claustro do Jerónimos, Museu Nacional dos Coches e uma visita nocturna à Casa das Histórias Paula Rêgo e Museu Conde Castro Guimarães em Cascais.

14/06/2013

MNA acolhe 3 encontros internacionais de 17 a 22 de Junho

O MNA será o anfitrião de 3 encontros internacionais que decorrem na semana de 17 a 22 de Junho.


Decorre nos dias 17 e 18 de Junho. Entrada liivre mas sujeita a marcação prévia. Para mais informações Aucorre@gmail.com



Decorre nos dias 19, 20 e 21 de Junho. Mais informações em  http://www.museums-exhibiting-europe.de/


Decorre no dia 22 de Junho. Entrada livre mas sujeita a marcação prévia. Para mais informações: marioantas@mnarqueologia.dgpc.pt 

07/06/2013

A peça do mês de Junho a apresentar pelo Dr. José Cardim Ribeiro, em 8 de Junho de 2013 às 15h

Peça do Mês
        O Museu Nacional de Arqueologia (MNA) possui um acervo de muitos milhares, na verdade centenas de milhares, de objectos. Provém eles de intervenções arqueológicas programadas ou de achados fortuitos, tendo sido incorporados por iniciativa do próprio Museu ou por depósito ou por doação o de investigadores e coleccionadores.
        Todos os períodos cronológicos e culturais, e também todos os tipos de peças, desde a mais remota Pré-História até épocas recentes, neste caso com relevo para as peças etnográficas, estão representados no MNA. Às colecções portuguesas acrescentam-se as estrangeiras, igualmente de períodos e regiões muito diversificadas.
       O MNA é ainda o museu português que possui no seu acervo a maior quantidade de peças classificadas como “tesouros nacionais”. Existe, pois, sempre motivo de descoberta nas colecções do Museu Nacional de Arqueologia e é esse o sentido da evocação que fazemos, em cada mês que passa, e renovadamente no ano de 2013, em que o MNA celebra o seu 120º aniversário de fundação.

A peça do mês

Cabeça do deus Endovélico (Nº 988.3.168)

A apresentar pelo Dr. José Cardim Ribeiro, em 8 de Junho de 2013 às 15h

O “bosque sagrado” de Endovellicus foi, durante o Império Romano, um dos mais importantes santuários de origem paleohispânica localizado no actual território português. O seu culto atrai então numerosos devotos oriundos de uma vastíssima região circundante, de Ebora a Emerita e, muito provavelmente, desde ainda mas longe. Todos eles convergem para o esporão rochoso situado hoje no concelho do Alandroal, próximo da povoação de Terena, actualmente denominado Outeiro de São Miguel da Mota. Aí se localizava o único santuário consagrado a Endovellicus, uma divindade de primordial natureza tópica. Nesse espaço, essencialmente silvano e rupestre, os devotos cultuavam este deus que era ao mesmo tempo infernal, benfazejo e, para alguns, até mesmo heroicizante e salvífico, levando-lhe oferendas frutíferas, sacrificando-lhe porcos e javalis, erigindo-lhe aras e edículas, fazendo-se representar através de estátuas junto das estátuas do próprio nume e procurando escutar-lhe a voz, receber as ordens ou mesmo vislumbrá-lo em sonhos ao pernoitarem ritualmente no santuário (incubatio).
O fundador e primeiro director do Museu Nacional de Arqueologia, José Leite de Vasconcellos, dedicou grande atenção ao estudo do deus Endovellicus, tendo procedido a escavações no local do seu culto e aí recolhido uma vasta colecção de inscrições com dedicatórias e testemunhos de outras oferendas, assim como representações escultóricas de devotos e do próprio deus. Segundo se pensava então – e, de certa forma, se continuou a pensar até há pouco tempo – de entre tão numerosos achados apenas algumas majestosas cabeças barbadas seriam, com maior segurança, identificáveis com a divindade.
Revisões recentes de toda a colecção e ainda novos testemunhos iconográficos descobertos em 2002 permitem hoje, porém, supor com idêntico grau de certeza que alguns torsos desnudos e outras figurações afins devam também eles pertencer à representação plástica de Endovellicus, permitindo-nos assim pela primeira vez reconstituir a imagem do deus na sua quase integralidade.
Na verdade a “peça do mês” é, por tudo isto, não apenas um fragmento escultórico – embora porventura de grande qualidade e expressão, como a cabeça principal atribuível à divindade –, mas sim todas as várias peças que, em conjunto e de forma solidária, nos ajudam hoje a vislumbrar – como se também nós praticáramos a incubatio… – a silhueta do poderoso nume lusitano.