07/03/2013

Peça do Mês pelo Dr. Luís Raposo, dia 9 de Março às 15 horas no MNA


A “peça do mês” nas coleções do Museu Nacional de Arqueologia

O Museu Nacional de Arqueologia (MNA) possui um acervo de muitos milhares, na verdade centenas de milhares, de objectos. Provém eles de intervenções arqueológicas programadas ou de achados fortuitos, tendo sido incorporados por iniciativa do próprio Museu ou por depósito ou por doação o de investigadores e coleccionadores. Todos os períodos cronológicos e culturais, e também todos os tipos de peças, desde a mais remota Pré-História até épocas recentes, neste caso com relevo para as peças etnográficas, estão representados no MNA. 
Às colecções portuguesas acrescentam-se as estrangeiras, igualmente de períodos e regiões muito diversificadas. O MNA é ainda o museu português que possui no seu acervo a maior quantidade de peças classificadas como “tesouros nacionais”. Existe, pois, sempre motivo de descoberta nas colecções do Museu Nacional de Arqueologia e é esse o sentido da evocação que fazemos, em cada mês que passa, e renovadamente no ano de 2013, em que o MNA celebra o seu 120º aniversário de fundação.

Paleolítico Inferior (Acheulense)
100 mil anos
Inv. 2001.58.1| Tesouro Nacional (Decreto nº 19/2006)
O Biface de Milharós (Alpiarça)

Os bifaces constituem o mais antigo instrumento de pedra lascada bem padronizado do Paleolítico Inferior. Constituem ainda a mais emblemática, a mais duradoura, a mais amplamente distribuída e ainda a mais enigmática ferramenta da história humana. Existem em todo o continente africano, na Ásia Menor, até á Índia, e na Europa Central e Ocidental. São datados desde há quase dois milhões de anos, em África (ou desde há cerca de 500 mil anos na Europa) até há menos de há 100 mil anos. Não se conhecem nenhuns povos ditos primitivos que os tenham fabricado, mas sabe-se que eram usados na mão e que serviam ou pouco para tudo, furar, cortar, raspar… Por isso o fundador do Museu Nacional de Arqueologia, José Leite de Vasconcelos, lhes chamou os “faz-tudo”.
Os mais antigos eram imperfeitos e de gumes muito sinuosos. Os mais recentes eram finamente retocados e apresentavam elevados padrões de simetria bilateral (dois lados convergindo para uma ponta) e bifacial (anverso e reverso muito idênticos).
Em Alpiarça encontram-se as maiores e mais evoluídos colecções de bifaces registadas no actual território português. Num local escavado por técnicos do MNA, Milharós, foi recolhida uma colecção especialmente notável, onde se inclui o exemplar aqui exposto, fabricado sobre uma grande lasca extraída de núcleo em quartzito, classificado como o mais antigo “tesouro nacional” português.
Trata-se de uma peça esguia, com comprimento cerca do triplo da largura, de dois lados rectilíneos ou até ligeiramente côncavos na sua parte distal, destacando melhor a ponta, com retoque fino, feito com percutor brando (osso ou madeira), em quase toda a periferia, sendo a própria base talhada de modo a poder ser usada, acentuando assim o carácter polivalente da peça.
Atribui-se esta peça a uma fase final do Acheulense (Paleolítico Inferior) e calcula-se que date de há cerca de cem mil anos, numa altura em que o nível do mar estaria mais elevado do que hoje e o estuário do rio Tejo se estendia até Alpiarça, penetrando as águas profundamente em fundos de vales afluentes do Tejo.

04/03/2013

Inauguração da exposição "Mudança Global. Símbolos e Tecnologia nas Origens do Agro-Pastoralismo no Alto Ribatejo."


Realizou-se no passado dia 21 de fevereiro, a inauguração da exposição:  Mudança Global. Símbolos e Tecnologia nas Origens do Agro-Pastoralismo no Alto Ribatejo, que contou com uma elevada adesão de público. 

Dr. António Carvalho, diretor do MNA; Dr.ª Isabel Cordeiro, Diretora geral da DGPC; Dr.  Jorge Barreto Xavier,   Secretário de Estado da Cultura; Dr. José Manuel Saldanha Rocha, presidente da C.M: de Mação; Prof. Luiz Oosterbeek, Comissário Científico da exposição e Dr. Mariano Piçarra, responsável museográfico da exposição.
Aspecto geral  do público que esteve presente na inauguração.

Sessão evocativa dos 120 anos do Museu Nacional de Arqueologia no A.N. Torre do Tombo.


Decorreu no passado dia 20 de Fevereiro, no auditório da Torre do Tombo, uma  sessão evocativa dos 120 anos do Museu Nacional de Arqueologia.  

Da esquerda para a direita: Dr. Raúl Moreira dos CTT, Dr. António Carvalho diretor do MNA, Dr. silvestre Lacerda diretor do ANTT, Dr. Bairrão Oleiro da DGPC e Dr. Luís Raposo do MNA

Dr. Luís Raposo fazendo a apresentação
" Do museu do Homem Português ao Museu Nacional de Arqueologia".

Seguidamente realizou-se o lançamento do inteiro postal comemorativo do 120º aniversário do Museu Nacional de Arqueologia.

A sessão finalizou com a visita á exposição "O Foral Novo: registos que contam história".


15/02/2013

120 anos do Museu Nacional de Arqueologia: 20 Fevereiro às 15h no auditório da Torre do Tombo

Divulga-se o programa final da conferência alusiva aos 120 do Museu Nacional de Arqueologia a ser proferida pelo Dr. Luís Raposo, no dia 20 às 15h 30 no auditório do Arquivo Nacional Torre do Tombo em Lisboa. Contamos com a vossa presença.

21/01/2013

Um objecto – Muitas visões – Eurovision: lançamento do projecto Europeu “Eurovision: Museus exibindo a Europa”


Press Release
Um objecto – Muitas visões – Eurovision: lançamento do projecto Europeu “Eurovision: Museus exibindo a Europa”
Augsburg/Alemanha




Com um financiamento de cerca de 2 milhões de euros do Programa Cultura, a União Europeia apoia um projeto de Museus para ser implementado entre Novembro de 2012 e Outubro de 2016, coordenado pelo departamento de didática da história, liderado pela professora Dr.ª Susanne Popp da Universidade de Augsburg.
Os parceiros do projecto são a Universidade Paris-Est Créteil (França), Università degli Studi Roma Tre (Itália), o Museu de História Nacional da Bulgária, em Sofia,  a Direcção Geral do Património Cultural/Museu Nacional de Arqueologia, em Lisboa (Portugal), o Museu Nacional de História Contemporânea, em Ljubljana (Eslovénia), a Associação de Arte Monochrom em Viena (Áustria), bem como o Atelier Brückner, em Stuttgart (Alemanha), dirigido pelo Prof Dr. Uwe Brückner.
O ambicioso objectivo do projecto passa por tornar os museus mais acessíveis de múltiplas formas: com uma abordagem inovadora e interdisciplinar desenvolvida pela didáctica da história, o projecto pretende reinterpretar os objectos museológicos e colocá-los  um contexto mais amplo da história nacional e transnacional.
Os visitantes devem poder fruir os objectos não apenas ao nível do seu significado num nível regional e nacional, mas descobrir perspectivas transnacionais e europeias através de novos meios de apresentação, performances e possibilidades de participação. Ao mesmo tempo, o projecto desenvolve conceitos criativos que permitem desenvolvimento do público. Particularmente, envolvendo e activando o visitante, o projecto tenta atrair o número bastante grande de "não-visitantes" para os museus.
Os conceitos e ideias desenvolvidas no âmbito deste projecto serão apresentados e discutidos no site. No entanto, o projecto não será apresentado ao público em geral  antes do decurso de 3 anos de investigação. Após a fase de concepção,  os visitantes do museu podem experimentar e analisar os resultados preliminares, nos chamados "Laboratórios Eurovisão.". Estes serão apresentados em cada país, por cada parceiro, de acordo com o lema "um objecto - muitas visões - Eurovisão".
Para além dos "Laboratórios Eurovisão.",  implementa-se uma série de outros métodos destinados a alcançar outros objectivos ambiciosos, tais como:   a criação de uma rede de museus interessados ​​em colaborar no longo prazo, uma competição de  cenógrafos (designers) para criações museográficas para acrescentar novas ideias ao projectos; Oficinas de especialistas dos museus, trabalhadores da cultura e estudantes universitários com a finalidade de  implementar os resultados do projecto dentro do museu.
A coordenadora do projeto Prof Susanne Popp referiu a propósito do lançamento do projeto que: "Estamos muito satisfeitos que o trabalho sobre o projeto finalmente começe e esperamos que com o 'EMEE" possamos dar uma contribuição para um desenvolvimento e pesquisa de trabalho de museu inovador, bem como a uma cooperação produtiva de especialistas e educadores de museus, cenógrafos (designers), trabalhadores da cultura, mídia artistas e investigadores ".

Para mais informações sobre  EMEE por favor contacte:

Prof. Dr. Susanne Popp
Department of History Didactics
University of Augsburg
Universitätsstr. 10
86159 Augsburg